sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Um velho, seu caiaque. E aí vou eu, na lagoa de Araruama, curtindo sal e sol, apesar da poluição que ainda é grande nas águas da Praia Seca. Em dia de vento, a espuma se acumula na areia, como se fosse a descarga de uma grande máquina de lavar.
Se melhorou? Sim. Faz pouco mais de um ano, o cheiro era insuportável. Chegava ao comércio, impedia o banho de quem se aproximasse da água. Nessa época, pisei na borda da lagoa e, por pouco, não me deixavam mais entrar no carro.
Hoje, tem-se notícia de que as perumbebas voltaram, de que o camarão habita a lagoa. Em compensação, aquela água cristalina, translúcida, só existe na cabeça de quem viu outro tempo. Já inauguraram o viaduto. Falta arrombar o canal. O resultado será bem diverso do meio-ambiente que existia antes. A conferir.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Médico
Tratamento e morte
Dia 4 de dezembro fazem 100 dias que meu pai morreu.
Logo depois, encaminhei ao Ministério Público pedido de apuração de possível erro médico. Papai, aos 88 anos, foi vítima de uma sonda, que lhe rompeu um vaso e fez com que ele broncoaspirasse o sangue.
A partir daí, a vida dele foi só agonia.
Na minha cabeça, uma pergunta:
A violência do tratamento de um paciente forte por um lado e com a saúde comprometida de outro se justifica?
Por que não o deixaram ir morrer em casa?
Para que tanta crueldade, tanto sofrimento?
Só agora a polícia terá condições de começar a ouvir os médicos em Araruama, mas a advertência já foi feita:
A influência política - leia-se poder real - pode atrapalhar as investigações, até mesmo substituindo pessoas na delegacia.
Vamos ver o que acontece.
Tião Freitas - 21/11/2007
Dia 4 de dezembro fazem 100 dias que meu pai morreu.
Logo depois, encaminhei ao Ministério Público pedido de apuração de possível erro médico. Papai, aos 88 anos, foi vítima de uma sonda, que lhe rompeu um vaso e fez com que ele broncoaspirasse o sangue.
A partir daí, a vida dele foi só agonia.
Na minha cabeça, uma pergunta:
A violência do tratamento de um paciente forte por um lado e com a saúde comprometida de outro se justifica?
Por que não o deixaram ir morrer em casa?
Para que tanta crueldade, tanto sofrimento?
Só agora a polícia terá condições de começar a ouvir os médicos em Araruama, mas a advertência já foi feita:
A influência política - leia-se poder real - pode atrapalhar as investigações, até mesmo substituindo pessoas na delegacia.
Vamos ver o que acontece.
Tião Freitas - 21/11/2007
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