Dia 2. Janeiro. 2008. Começa mais um ano. Venho de Praia Seca via Espraiado. Água doce, cachoeira de pouca queda, depois de dias de mar e lagoa. Água, muita água, caiaque na lagoa, água gelada de mar.
Ausência de meu pai. Ausência de Jorge Dantas. Presença de irmãos. prima, amigos. Fim de ano de fartura, uns quilos a mais, mas a bebida não me tirou do sério.
Natal de presépio na copa, Natal de obras para manter a casa em pé. Obras necessárias para evitar progressos de rachadura na parede.
Almoço de Natal, depois viagem para Praia Seca. Dias de lazer, sem compromisso.
Final de ano diferente, como menos trabalho, abertura de tempo para aproveitar a praia.A gente gosta do mar e acaba aproveitando pouco a praia.
Vida diferente. Casal órfão. Filhos distantes - apenas Felipe está por perto.
Cabeça que se pergunta o sentido da vida, do trabalho, do lazer.
Sítio que não rende, precisa ser construído todo dia.
Cabras. Mais cabras.
Cavalos. E a gente quer racionalizar custos.
Cabeça branca, coluna estragada, coração quebrado. Assim mesmo, não quero desisitir.
Procuro Deus e acho paz na capela inaugurada dia 8 de ezembro de 2007.
Amigos. Poucos amigos. E avida segue em novo ano, enfrentando poeira calor, dívidas, obras, carro, oficina e a leitura de Guimarães Rosa.
Meta: continuar vivo e achar sempre um jeito de trabalhar, de participar da vida. Nem que seja no silêncio do sítio, onde o leite de cabra começa a ser realidade.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
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