Hoje, exatamente hoje, fazem sete meses que meu pai faleceu. Logo depois, entrei com pedido de apuração do que ocorrera, no MP de Araruama, suspeitando de que a morte foi causada por erro médico.
Inquérito vai, inquérito vem e apenas um médico - entre os muitos nomes apontados - foi ouvido.
A primeira equipe da DP, que mostrou certo interesse, foi substituída. Conta-se que essa equipe estava contrariando interesses locais. Não sei, mas é bem possível.
No caso da denúncia que fiz, o fato aconteceu no HC Lagos, um hospital bonito em Araruama, mas onde outros "acidentes" têm acontecido.
Se a mídia tivesse interesse, certamente o ritmo seria diferente.
Agora,só nos resta esperar. Os médicos mudaram a dieta de meu pai, porque ele não podia bronco-aspirar. Com isso, ele enfraqueceu - logo ele que vinha superando o diagnóstico de que não voltaria a andar.
Fraco, sem comida, precisou de uma sonda. E a sonda arrebentou um vaso dentro do nariz de meu pai. Ele bronco-aspirou - está no atestado de óbito - e veio a falecer por problemas cardíacos, agravados pelo esforço a que se submeteu após a entubação.
Se isso é cuidar, seria melhor que ele tivesse ficado em casa, comendo o que queria, para morrer junto ao mar que ele tanto amava.
Meu peito dói até hoje, quando penso que o deixei internado naquela espelunca. Bem que ele disse que o estavam mantando. Era verdade.
quinta-feira, 27 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Contradição
O Globo Rural do último domingo mostrou uma fazenda que é, no mínimo, uma contradição: trata-se de um empreendimento americano, com fazendas nos Estados Unidos, Brasil e México, todas com preocupação social.
A fazenda do nordeste assina a carteira de todos os empregados, tem escola e lazer para todos, prncipalmente para as crianças.
Além disso, todas as plantações e criações são feitas dentro do princípio da biodinâmica, portanto sem o uso de defensivos agrícolas e de adubos químicos.
Caridade? Não. Empreendimento capitalista que dá lucro.
Alimentação, saúde, alfabetização de adultos, parceira com assentados - enfim, a busca do lucro com consciência social.
Ou seja, é possível, sim, produzir no nordeste garantindo a boa qualidade de vida do trabalhador e obter lucro com criações e fruticultura. É uma boa lição para quem pensa no nordeste com um interminável curral eleitoral.
Vale a pena ver a matéria no site do Globo Rural.
A fazenda do nordeste assina a carteira de todos os empregados, tem escola e lazer para todos, prncipalmente para as crianças.
Além disso, todas as plantações e criações são feitas dentro do princípio da biodinâmica, portanto sem o uso de defensivos agrícolas e de adubos químicos.
Caridade? Não. Empreendimento capitalista que dá lucro.
Alimentação, saúde, alfabetização de adultos, parceira com assentados - enfim, a busca do lucro com consciência social.
Ou seja, é possível, sim, produzir no nordeste garantindo a boa qualidade de vida do trabalhador e obter lucro com criações e fruticultura. É uma boa lição para quem pensa no nordeste com um interminável curral eleitoral.
Vale a pena ver a matéria no site do Globo Rural.
sábado, 15 de março de 2008
Poluição
A água da lagoa de Araruama vai melhorando. Os pequenos peixes voltaram. Ainda bem. Da última vez que estivemos lá, uma incrível espuma cobriu o caiaque. Algas? Detergente?
A única vatagem é que a gente sabe que ainda não temos poluição por metais pesados, como acontece na baía de Guanabara, onde os detritos das fábricas se aliam ao esgoto in natura para completar o quadro de degradação do meio ambiente.
A baía tem programa de despoluição - eu fiz até um curso sobre meio ambiente por conta do Programa - mas as atitudes concretas são muito poucas.
Fica a pergunta: o que adianta morar perto do mar, se as praias boas para banho estão cada vez mais longe?
E como as comunidades urbanas crescem em todo o Brasil, num show permanente de esgotos, onde será possível, nos próximos anos, achar uma praia limpa?
A única vatagem é que a gente sabe que ainda não temos poluição por metais pesados, como acontece na baía de Guanabara, onde os detritos das fábricas se aliam ao esgoto in natura para completar o quadro de degradação do meio ambiente.
A baía tem programa de despoluição - eu fiz até um curso sobre meio ambiente por conta do Programa - mas as atitudes concretas são muito poucas.
Fica a pergunta: o que adianta morar perto do mar, se as praias boas para banho estão cada vez mais longe?
E como as comunidades urbanas crescem em todo o Brasil, num show permanente de esgotos, onde será possível, nos próximos anos, achar uma praia limpa?
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