Sete horas. Deitado na areia, ali na Praia Seca, olho o mar e o céu. Areia branca, espuma, água azul chumbo, dois irmãos pescam no bote lá fora e, a seguir, o céu se tinge de um azul esverdeado e vai mudando de tons, até encontrar nuvens grossas de tempestade.
Banco de areia, vento de nordeste, mar de poucas ondas. Os irmãos voltam com peixes. Caminho de casa, raios riscam o céu e clareiam o ambiente entre o mar e a serra do Mar. Chove pouco. A tempestade desaba em outros pontos.
Não tem preço. Um céu tingido de fim de tarde, um mar de água mansa, reflexos de banco de areia onde pessoas - figuras escuras - andam em busca do nada.
Numa ponta da praia, Arraial do Cabo. Na outra ponta, a igrejinha de Saquarema. Massambaba, o grande costão que forma boa parte do litoral norte do Estado do Rio.
Ainda tem mata, tem vegetação de restinga, tem área preservada, apesar dos peixes que morrem intoxicados, apesar das casas que significam mais esgotos na Lagoa de Araruama.
Comunhão. Oração. Deus. Mar e tempestade, areia, vento: parece um templo, onde a gente reza uma oração com os olhos e uma satisfação enorme invade o peito.
E que Deus se apiede dos homens que cada vez mais jogam lixo no mar, destroem as praias, transformam as restingas em loteamentos e deixam produtos químicos vazar para destruir o ambiente da lagoa de Araruama, verdadeiro patrimônio do turismo da região dos Lagos.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
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