terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Vela, paixão e saudade
Mar, vela, paixão, saudade.
Mar, nem tanto. Lagoa, sim. É na água, exercitando o corpo, é no caiaque, remando por gosto que percebo a vida renascer. E, caminhando nesta infovia, começo a ver novidades como o caiaque a vela. Fui ao encontro de Danilo, para ver as adaptações que fez. Fui apresentado a Genilson, mas não foi possível esperar o regresso dele para conversarmos no dia em que navegou em Itaipu.
Genilson quer dizer Hidroglass e seu veleiro está na página de sua empresa.
Através de Danilo, cheguei a Paulo Cesar, da Pau Brasil, que fabrica barcos a remo sensacionais. O preço não é convidativo, mas as embarcações deixam um remador com água na boca.
Bem, tenho um velho bote para reformar. E tenho uma vela sucateada, guardada faz algum tempo. Quando falo em reformar o bote, os mais experientes torcem o nariz. Ainda não desisti. Trata-se de um casco de madeira maciça, com fundo chato e borda de 60 cm, mais ou menos.
Nessas horas, me dá saudade de meu pai que morreu sem que conseguíssemos comprar um veleiro de certo conforto para andarmos na lagoa. Parece que a saudade me dá mais forças para pensar no som tranquilo do casco cortando água impulsionado pelo vento.
Se o mais velho se foi, o filho mais novo é o interlocutor, o companheiro das saídas em caiaque, é também quem me acompanha nestas viagens pela Internet.
Em nossas conversas, fica a pergunta: o que seria mais viável? Possivelmente, adquirir um dingue - o monocasco mais simples - para aprendermos os segredos da vela já que sempre fui remador, assim como Felipe que tem caiaque desde 10 anos de idade.
Um laser seria muito arriscado e o HC (não é habeas-corpus, é catamarã mesmo) é arisco demais para um velho pesado e com limitações no andar.
Bom, o primeiro passo está acontecendo, que é arrumar o quarto-depósito de Praia Seca que vai se transformar em oficina.
O segundo passo será uma incursão pelo mundo da fibra. O caiaque de Felipe, com mais de 20 anos, exige alguns reparos e logo farei essa primeira experiência com fibra de vidro.
Como tenho um caiaque largo e ando encantado pelos vídeos de caiaques trabalhando ao vento - bujas, adriças, moitões, manilhas, escotas são termos que vão se pendurando em meu vocabulário - ando decidido a tentar uma experiência com o caiaque, para ver o que acontece. De mais grave, a consequência será voltar remando e, lógico, não vou começar em dia de vento forte, coisa comum na lagoa de Araruama.
O bote vai, depois do caiaque, para o cavalete. Ainda não sei se lhe darei novas cavernas em "V", melhorando o perfil do casco. Sei que terá encaixe para forquetas, um caixa de bolina, enora e carlinga para um mastro, proa levantada - esses planos são antigos mas começam a chegar perto da execução. Comprei uma lona, o barquinho não está mais na chuva e essa lona vai virar uma barraca para garantir o trabalho no quintal.
Outra paixão: as canoas. E se eu transformar o velho bote numa canoa??? Certamente estará mais próximo do tipo de embarcação que estamos acostumados a lidar. Nada decidido ainda.
Por fim, pode ser que, apoiado nas plantas que me enviou a FAO, surja um novo barco, com possibilidade de vela, capaz de garantir conforto até mesmo em situação de águas agitadas.
De mais verdadeiro é o fato do sonho que não morre, da saudade que nos anima e a vontade de superar essa limitação física, que me faz mais lento, porém não conseguiu ainda me aniquilar. E a proximidade do mar, a gana de remar fazem com que a vida ganhe novos nuances de prazer. Fica ainda registrado o companheirismo de Felipe, que muito me ajuda a chegar na água, assim como me cobra o ativação do blog, que andava um tanto esquecido.
Para mim, isso tudo significa viver.
Mar, nem tanto. Lagoa, sim. É na água, exercitando o corpo, é no caiaque, remando por gosto que percebo a vida renascer. E, caminhando nesta infovia, começo a ver novidades como o caiaque a vela. Fui ao encontro de Danilo, para ver as adaptações que fez. Fui apresentado a Genilson, mas não foi possível esperar o regresso dele para conversarmos no dia em que navegou em Itaipu.
Genilson quer dizer Hidroglass e seu veleiro está na página de sua empresa.
Através de Danilo, cheguei a Paulo Cesar, da Pau Brasil, que fabrica barcos a remo sensacionais. O preço não é convidativo, mas as embarcações deixam um remador com água na boca.
Bem, tenho um velho bote para reformar. E tenho uma vela sucateada, guardada faz algum tempo. Quando falo em reformar o bote, os mais experientes torcem o nariz. Ainda não desisti. Trata-se de um casco de madeira maciça, com fundo chato e borda de 60 cm, mais ou menos.
Nessas horas, me dá saudade de meu pai que morreu sem que conseguíssemos comprar um veleiro de certo conforto para andarmos na lagoa. Parece que a saudade me dá mais forças para pensar no som tranquilo do casco cortando água impulsionado pelo vento.
Se o mais velho se foi, o filho mais novo é o interlocutor, o companheiro das saídas em caiaque, é também quem me acompanha nestas viagens pela Internet.
Em nossas conversas, fica a pergunta: o que seria mais viável? Possivelmente, adquirir um dingue - o monocasco mais simples - para aprendermos os segredos da vela já que sempre fui remador, assim como Felipe que tem caiaque desde 10 anos de idade.
Um laser seria muito arriscado e o HC (não é habeas-corpus, é catamarã mesmo) é arisco demais para um velho pesado e com limitações no andar.
Bom, o primeiro passo está acontecendo, que é arrumar o quarto-depósito de Praia Seca que vai se transformar em oficina.
O segundo passo será uma incursão pelo mundo da fibra. O caiaque de Felipe, com mais de 20 anos, exige alguns reparos e logo farei essa primeira experiência com fibra de vidro.
Como tenho um caiaque largo e ando encantado pelos vídeos de caiaques trabalhando ao vento - bujas, adriças, moitões, manilhas, escotas são termos que vão se pendurando em meu vocabulário - ando decidido a tentar uma experiência com o caiaque, para ver o que acontece. De mais grave, a consequência será voltar remando e, lógico, não vou começar em dia de vento forte, coisa comum na lagoa de Araruama.
O bote vai, depois do caiaque, para o cavalete. Ainda não sei se lhe darei novas cavernas em "V", melhorando o perfil do casco. Sei que terá encaixe para forquetas, um caixa de bolina, enora e carlinga para um mastro, proa levantada - esses planos são antigos mas começam a chegar perto da execução. Comprei uma lona, o barquinho não está mais na chuva e essa lona vai virar uma barraca para garantir o trabalho no quintal.
Outra paixão: as canoas. E se eu transformar o velho bote numa canoa??? Certamente estará mais próximo do tipo de embarcação que estamos acostumados a lidar. Nada decidido ainda.
Por fim, pode ser que, apoiado nas plantas que me enviou a FAO, surja um novo barco, com possibilidade de vela, capaz de garantir conforto até mesmo em situação de águas agitadas.
De mais verdadeiro é o fato do sonho que não morre, da saudade que nos anima e a vontade de superar essa limitação física, que me faz mais lento, porém não conseguiu ainda me aniquilar. E a proximidade do mar, a gana de remar fazem com que a vida ganhe novos nuances de prazer. Fica ainda registrado o companheirismo de Felipe, que muito me ajuda a chegar na água, assim como me cobra o ativação do blog, que andava um tanto esquecido.
Para mim, isso tudo significa viver.
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