sexta-feira, 5 de abril de 2013


Catapum!!! Caiu!! Será o Deus da tirinha "algum sábado qualquer" fulminado alguém?
- Nada, provavelmente foi o engenhão que caiu! Não, ainda não.
- Ah, vai ver que foi o elevado do Joá, que ainda criou onda para inundar São Conrado.
Nada disso. Foi só o trovão que fez tremer janelas e portas nestas plagas de Maria Paula. Nós nem ouvimos o barulho de tiros trocados entre policiais e bandidos ali no Campo Novo.
- O prédio do morro do Bumba, será que desmoronou?
Nada, nem a vergonha da construção nacional fez corar os dirigentes de construtoras, gente de bolso repleto, a distribuir benesses para garantir eleições de políticos.
- Mas que não ouviu o barulho do ônibus, caindo do viaduto, na saída da Ilha?
Outra vergonha. Tem governador que é sogro de dono de empresa. Será por acaso que ônibus conseguem ostentar folha corrida superior a de bandidos?
Quem anda na rua, sabe como são os ônibus: desconfortáveis, lotados, parados nos pontos finais e pontos cheios de passageiros. Para as empresas, passageiro é mercadoria sobre a qual têm direitos exclusivos.
É por isso que o DETRO conseguiu arrasar a linha de vãs que atendia os passageiros na Maria Paula. O 35 passa quando quer. E haja paciência para esperar um ônibus.
Caiu mesmo na amazônia. Um porto inteiro. Caíram torres. Caíram parques de atletismo, caiu o velódromo, o autódromo do Rio foi destruído.
E haja dinheiro público para projetos que não acontecem. Pior que a transposição das águas do São Francisco - o rio dá sinais e fraqueza e nada se investe para a revitalização -  é uma obra cara, largada, mal feita, difícil de concluir.
Você paga, eles se apropriam.
País estranho, onde Romário é deputado atuante.
Socorro, poeta, onde fica mesmo Passárgada?
Catapum!!! explode coração. Ainda bem que Deus é brasileiro, já que o papa é argentino.