quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Socorro!! Chame o ladrão

Violência sempre houve.
O cinema está aí mesmo para reconstruir paisagens de guerras, de destruição. O homem sempre se matou, tanto nos combates de conflitos quanto em jogos, onde as disputas terminavam em morte. O tempo dos duelos não está tão distante assim.
Mas a violência contra crianças está saindo dos limites. A crueldade com que foram assassinadas as meninas - três!! - no Paraná é chocante. E olhe que, via de regra, nem os presos gostam dos que atingem crianças; lá dentro, a barra pesa para estes indivíduos.
Para coibir a violência, a lojas das Casas Bahia contratou um segurança, devidamente legalizado. O cara não gostou de um cliente, discutiu com o rapaz e o matou porque a vítima - incrédula - duvidou da possibilidade do "segurança" atirar: diz duvida. O rapaz disse. E morreu.
Por fim, os bandidos explodiram uma Delegacia em São Paulo. Chega a ser cômico. Faz lembrar Chico Buarque com o famoso "chame o ladrão". Ora, se os bandidos são capazes de explodir uma dependência da polícia, não explodem nossas casas porque não querem.
Pior foi ver o delegado chamando de "vândalos" os marginais, além de se mostrar inteiramente desamparado, padrão vítima se queixando na tv!! Ridículo.
Mais uma vez, é a omissão do Estado: não havia ninguém para reagir ao ataque, não havia alarme, não houve autoridade para correr e verificar o que estava explodindo, já que quase toda a cidade ouviu o barulho, só houve mobilização depois que os bandidos sumiram com armas e drogas, isso depois de queimarem inquéritos e arquivos.
Se a polícia não tem capacidade para cuidar da própria segurança, das drogas e armas que apreendem, como acreditar que esse Estado - que gerencia a polícia - vai nos dar alguma assistência. Como?
Só mesmo chamando o ladrão. Pelo menos o crime é chamado de "organizado". A autoridade constituída não tem organização nenhuma.

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