s meninas da direita - as mais educadas - estão reclamando que, nessa hora de horror porque passa o País, deveria haver mais união em vez das pessoas torcerem contra o governo.
Na verdade, quem está contra o País é o povo que não respeita os hospitais nem os profissionais de saúde e vai para a rua, fazer carreata e barulho em porta de hospital. Essa gente joga contra, com base na "gripezinha" do capitão mandatário.
O jogo contrário começou quando elegeram a mensagem da "arminha", da aprovação à tortura e à ditadura em flagrante desrespeito à Constituição.
E esse jogo não parou. A democracia é o regime onde se governa do povo para o povo e com o povo, com um sistema tripartite, com poderes harmônicos, ou seja legislativo, judiciário e executivo devem conviver com o exercício de funções diversas, com respeito mútuo.
Inventaram o combate à corrupção como bandeira de ódio, concentrada no PT, na esquerda, como se os partidos que brigam por educação, segurança, saúde fossem os grandes vilões dos problemas do País. Acreditaram em propostas como armamento e estado mínimo, teoria que pressupõe, por exemplo, o fim da rede pública de saúde, o fim da escolas públicas em favor de uma educação privatizada. A massa começa a perceber que votou contra seus próprios interesses, e em favor da elite rica do País.
O governo era de coalizão, mas o PT levou a fama. Ninguém quer conferir o ranking da corrupção para ver que partidos foram os mais atingidos pelas punições. Esse governo está tão preocupado com corrupção que fez aliança com o centrão e está conversando com Waldemar Costa Neto e Roberto Jeferson, dois nomes condenados por corrupção. Mas o povo comprou a proposta e repete que a culpa é do PT, que está fora do poder há mais de três anos.
Daí, chegou o Corona. Na coordenação um ministro digno do título. Durou pouco, foi defenestrado porque o capitão acha que é festa, não acredita nos dados dos outros países, não é coveiro nem tem nada com isso. O problema dele é conseguir manter os votos para uma próxima eleição.
Quanto aos milicianos, isso é coisa para a Justiça resolver.
Ninguém é contra o governo - até o novo ministro já assume posição de que é preciso manter o isolamento social e reconhece o agravamento da crise da saúde, contrariando a festa dos que fazem carreata por medo das passeatas.
Nessa hora, é inevitável a formação de uma oposição contrária aos desmandos, à dificuldade em liberar recursos para pessoas pobres, à lerdeza em liberar leitos dos hospitais federais.
Ninguém quer mais mortes, a não ser alguém que acha que 30 mil mortes é coisa pouca, alguém que vem de uma corrente que admitiu explodir o gasômetro no centro do Rio e tentou explodir o Rio-Centro, em dia de show.
Na verdade, todas as propostas de Bolsonaro estavam presentes em suas falas antes da eleição, mas o povo achou graça e entro numa programação nazi-fascista, que não tem fim. Parece que há uma tentativa de eliminar os velhos como forma de resolver problemas previdenciários. Eugenia. eutanásia. Sinto-me no corredor da morte.
A questão não é ser contra. A questão é desejar um governo capaz de conduzir a administração pública com um olhar para o povo, nessa hora em que a morte enche os cemitérios sem maiores explicações.
Quanto ao impeachment, que o enfrente o capitão com suas bravatas, já que a medida pode resultar das falcatruas do próprio governo, que vem brigando com a maioria de seus aliados, Se o capitão comete crimes, que seja responsabilizado.
Isolado em Praia Seca, espero que dias melhores venham por aí e, sinceramente, espero que gente irresponsável, insensível vá para o quinto dos infernos. Precisamos de gente competente.

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