domingo, 16 de dezembro de 2007

De Santiago, me liga Pablo. Ele Carola e Surya estão de passagem comprada - vão para Arica, no norte do Chile, terra de Carola, deserto do Atacama. Foi lá que, pela primeira vez, molhei o corpo com as águas do Pacífico. Coisas de final de ano. No ano passado, eles vieram para cá. Nada mais justo que passem este fim de ano com a família de Carola.
Pablo, filho brasileiro, acabou se casando com uma chilena e me deu uma neta muita esperta, muito livre, capaz de conversar comigo em espanhol, apesar da minha limitação.
A foto dos três ainda é de Arica, onde as casas - como o restaurante onde os fotografei- nem sempre precisam de telhado, muitas vezes substituídos por esteiras de bambu.
Mesmo fisicamente longe, os três estão sempre muito perto de mim.
Moramos numa nação maior que as fronteiras dos países, num lugar chamado bem-querer, capaz de superar distâncias com o exercício de carinho e atenção.
Meu povo chileno mora do lado esquerdo do peito, abrigado no coração.
Tião Freitas

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