E as cabras vão se multiplicando. A melhor - mestiça de saanem - trouxe dois machos. Melhor seriam duas fêmeas. É o recomeço. Lentamente, o rebanho se forma. As instalações - ainda improviso - serão simples e eficientes. O ripado será mesmo o ideal?Ou as cabras podem se criadas - desde que com higiene - em qualquer tipo de piso?
Genética é, sem dúvida, fundamental. Há cerca de 30 anos, quando escrevi a primeira matéria sobre cabras para "Agricultura de Hoje" (depois Manchete Rural) a estrela foi a cabra anglonubiana Balm, de propriedade do criador Helio Gonçalves, de Campo Grande - Rio de Janeiro. Na época, o grande instrumento de divulgação da caprinocultura era a Caprileite, que promovia atividades variadas, desde cursos até a importação de animais.
Hoje, quem quer qualidade, não tem necessidade de importar. Basta localizar - pode ser via internet - os bons criadores e adquirir matrizes de boa qualidade.
No nordeste, o trabalho da Emepa- empresa de pesquisa agropecuária da Paraíba - surte efeito a longo prazo e o estado se destaca na produção de leite de cabra, via projetos sociais. O veterinário Aldomário Rodrigues me convida para ver a árvore em que se transformou a semente, representada pela importação das primeiras pardas alpinas.
Em São Paulo, as exposições mostram cabras de alta produtividade. Leilões conseguem preços sensacionais para matrizes de diferentes raças.
E eu, no pequeno sítio da Bicuíba, mais uma vez monto um pequeno rebanho, pelo menos para garantir, nos fins de semana, no café da manhã, um honesto queijo de cabra, com a marca registrada do feito em casa. Com bom sabor e qualidade.
Tião Freitas
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
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