sábado, 9 de fevereiro de 2008

Trânsito e barranco

Trânsito
Maria José me pergunta o que acho da proibição de venda de bebida nas estradas. Não consigo ser contra. Acho que posto de gasolina, então, não é lugar para venda de bebidas. As lojas de conveniência que me desculpem.
Agora, acho que é preciso reprimir - e com rigor - o consumo. Se alguém compra cerveja, coloca no carro e vai embora, tudo bem. Terrível é ver a pessoa parar para abastecer e abrir uma lata de cerveja. Nessa hora, penso que é preciso reprimir pesado.
O bafômetro quer ser uma ferramenta popular, para que as pessoas avaliem o quanto de álcool têm no sangue, mesmo sem dirigir.
Beto me chama atenção para o fato de que a repressão, nas estradas federais, ter sido intensificada. O número de multas aumentou. E o de acidentes diminuiu.
A presença do policial de trânsito é fundamental. O imbecil que se sente dono do mundo porque tem um carro, precisa acordar para a vida, para o cuidado com a vida, se não a dele, a dos outros.
Estamos numa civilização de direitos. Deveres não são mencionados. Há uma sociedade que se mexe à margem da lei e um Estado que faz de contra que aplica o norma contida no diploma legal.
Porém não há polícia nas ruas. Saí de Praia Seca para São Gonçalo - rodovia estadual - sem encontrar policiais de trânsito. Duas coisas são certas: Há muita gente dirigindo com mais prudência, porém há um grupo capaz de qualquer imprudência. Tem gente que acha que dirigir em estrada admite as ousadias do trânsito urbano. Os resultados não são agradáveis.
Hoje, dia de desfile de Escolas de Samba no Rio, a cidade foi toda orientada para o desfile. O inferno estava completo às 17h, sem que se pudesse saber com atravessar da zona norte para o largo do Machado. O remédio foi atingir o cais do porto, para chegar ao Centro. É o jogo para mídia: muita informação para quem queria carnaval e nenhuma para o cidadão que só queria viver a vida normal. Guardas municipais fechavam as ruas. E não informavam sobre roteiros alternativos.
Tudo é assim: problemas resolvidos aos pedaços. Jogo de cena para criar imagem. O fiscal sabe do prédio construído em área proibida. Nada faz. A propina facilita construções em áreas de preservação. Depois, quando caos acontece, políticos aparecem com soluções mirabolantes.
Mas o barranco vai cair na próxima tempestade. E o administrador vai se mostrar surpreso, como se jamais soubesse dos problemas.
A dor só dói em quem perde tudo, até mesmo a vida.

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