Chego um tanto sem assunto, nesta manhã quente de início de primavera. As eleições terminaram, a crise do mercado financeiro amainou - parece um furacão a nos espionar - o degelo prossegue, a falta de crédito mata 50 mil frangos em São Paulo mas as bolsas do mundo recobram o ânimo. Haja especulação.
Nas ruas, a violência cotidiana progressiva não se altera. Na roça, o posto de venda de drogas vai progredindo. Já a escola, será fechada no início do próximo ano letivo. Já era ruim, com uma só professora para todas as séries e um único turno pela manhã. Agora, por decisão dos que mandam no município de Saquarema, não será mais escola. Já existe outra escola fechada na Bicuíba.
Passo no Distrito, para saber como anda o inquérito sobre a morte de meu pai. Faz mais de um ano que encaminhamos a queixa ao Ministério Público. Como não houve o glamour da mídia, a apuração prossegue em ritmo lento, bem de acordo com o interesse dos médicos. Não se busca prova técnica, nem mesmo foi realizada a sequência de depoimentos dos médicos. E o inquérito não se perde nas pilhas de processos porque, volta e meia, vou perguntar o que está acontecendo.
Do lado positivo, a melhoria da qualidade da lagoa de Araruama, talvez pelo próprio aumento dos peixes, que devoram a matéria orgânica, depositada no fundo das águas.
Enquanto a tsunami não vem - seja real, seja financeira - o remédio é aproveitar o que ainda resta de vida naquelas paragens.
E que Deus nos deixe longe dos caminhos da marginalidade.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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