As velas enfunadas lembram travessias de antigas embarcações que, com poucos recursos, enfrentavam o mar desconhecido em busca dos novos continentes. As velas trazem recordações de barcos piratas, de travessias fantásticas.
O "Concordia" tem tradição de muitas viagens, passagens por mares gelados e bem mais agitados que os da costa brasileira. Uma visita ao site mostra um sistema organizado a bordo, com salas de aulas e jovens içando velas. Computador é ferramenta corriqueira a bordo.
A gente pensa em caravelas, em ricos veleiros singrando mares sem tanta tecnologia:
Quantos teriam sucumbido aos caprichos do tempo?
Segundo o comandante do barco naufragado, uma rajada de vento de cima para baixo fez com que o navio tombasse.
Felizmente, as 64 pessoas foram salvas - isso a 550 km da costa brasileira.
Velas, cascos navegando por todo mar: esse mistério mora na alma da gente, do praiano que se perde em sonhos vendo as embarcações passarem ao largo, com verdadeiras naves misteriosas.
Mas que vento foi esse que não respeita nem tecnologia nem modernidade?
Terá a condução de um cavaleiro mágico, que concentrou chuva em Angra e, mais recentemente, arrasou a Ilha da Madeira?
São Paulo sofre com tanta chuva e os criadores do norte do Estado do Rio se desesperam com a falta de chuva: as imagens são doloridas.
Parece que o tempo enlonqueceu. Quem pagou a conta foi o veleiro, tombado no meio do mar.
Quantos barcos, quantas encostas mais vão desabar nessa crônica de desastres que podem ser de difícil explicação, mas que jamais podem ser classificados de inesperados: as mudanças no planeta estão mostrando as garras.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
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