segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ideologia e voto

As eleições brasileiras, em termos ideológicos, viram uma grande salada de abacaxi com parafuso, regada a óleo diesel ou pode ser uma geleia de cacos ideológicos apropriados por marqueteiros que dão o toque de midas da campanha eleitoral.
Não há direita, nem esquerda.
Nem há diferença entre partido corrupto e não corrupto. O PT chegou ao poder vendendo a alma, não ao diabo, mas ao deus do oportunismo, da subserviência e da corrupção. Os mesmos nomes que combateram erros do governo passado se aliam a Barbalhos, Collors, Malufs, Crivellas e outros do mesmo tipo.
Não sei quem disse que a imprensa tem que ser isenta. Será? Ou seria melhor se a imprensa tivesse personalidade e isenção para defender pontos de vista que julgasse mais justos?
Quando as denúncias surgem, é necessário perguntar a quem estão servindo e se não são apenas ficção. Depois, vem a dúvida: por que só agora???
Em quem votar? Nunca pensei em dizer que não voto no PT. E não voto mesmo. Nem no PSTU: o partido que combate a burguesia - eta chavão antigo - me deixa de fora porque não fujo dessa classificação. Não sou mais um estudante com ares de revolucionário.
O PPS, onde anda?? E qual será a diferença entre as duas ministras de Lula?
Meus candidatos a senador - Temer e Marcelo Cerqueira - mal aparecem nas pesquisas.
Como a parabólica não transmite o programa político local, não sei direito quais os candidatos para nossos representantes em nível estadual.
Seria fácil votar num partido - isso quando os partidos representavam posições político-ideológicas claras. As alianças juntam Gabeira com Cesar Maia, Lula com Collor. Não há mais divisão ideológica. As diferenças são administrativas.
A partir daí, por que não voltar no tucano?? Proposta administrativa por proposta administrativa, uma não fica muito longe da outra. E a política do atual governo pouco se distanciou das posições dos social-democratas, mas cresceu bastante no que diz respeito à corrupção.
Entre os pequenos partidos, causa preocupação a posição de Plinio de Arruda Sampaio que quer limitar as propriedades brasileiras em mil hectares. Ora, mil hectares no Estado de São Paulo é uma propriedade enorme. A mesma área, no Mato Grosso, não tem o mesmo significado. E tem mais: o mar de cana, em São Paulo, compreende várias propriedades alugadas, cedidas, arrendadas ou simplesmente trabalhando em contrato de parceria. Limitar a área é tiro de efeito, nada mais.
Por fim, preocupa muito a guerra da informação, onde a versão passa a ter força de verdade. Preocupa também a ideologia adotada pelo PT, que se propõe a controlar, ainda mais, a imprensa. Essas ações tanto ocorrem em países capitalistas, onde muitas vezes, a informação é manipulada e em países comunistas, onde se torna ridículo o controle sobre os meios de comunicação.
Fica no ar a pergunta: Em quem votar???

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