Domingo. É noite. O silêncio toma conta do mundo - tão diferente da barulhenta noite de sábado. Confiro a Internet, revejo rostos, sorrisos amigos que haviam ficado no tempo. Penso em quem se foi. A tia, já de idade, o menino que se acabou - mais um - no lombo de uma motocicleta. Morreu no local da queda.
Morre um cavalo, ninguém gosta. Mas a morte anda sempre presente, encerrando tudo quanto é tipo de vida.
Preciso dormir, emagrecer, fazer exercícios. A cabeça anda ocupada - tem tarefas no campo, tem tarefas na parte editorial. Decidi que quero editar dois livros, pelo menos. Os textos existem, o resto é transpiração, trabalho.
Para compensar essa dificuldade de locomoção, mergulho no passado e relembro noites no Rio Grande, praias do Nordeste,emoção em visitar a floresta amazônica e um bom número de roteiros que me permitiram conhecer um pouco a gente deste País.
Vou dormir relembrando rostos, curtindo uma saudade doce de um tempo que não volta, enquanto me digo que, apesar das limitações, a felicidade do dia de hoje é estar vivo, sonhando com projetos que vão acontecendo lentamente.
Enquanto a morte não me acha, o remédio é dar trabalho a vida: dá para ser feliz, apesar de toda a loucura do mundo de hoje.
domingo, 7 de novembro de 2010
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