Lá vem de novo esta história de desarmamento. Será um novo plebiscito, o presidente do Senado a deitar falação. Para quê? Dó para gastar dinheiro público e abrir espaço na mídia.
As estatísticas de uso de arma pelo cidadão comum são falhas porque as hipóteses onde os meliantes correm por medo de tiro, não são computadas na estatística.
Os traficantes importam arma do jeito que querem. Nas apreensões, vemos metralhadoras, armas privativas das forças armadas e por aí vai. A lei pune severamente o portar, transportar, disparar - o que não se faz é cumprir a lei.
As imagens de gente andando armada, de traficantes armados em meio aos bailes são inúmeras. Reprimir esta gente é função do Estado, que organiza a polícia. Insisto: novas normas não são necessárias. É só cumprir a lei.
Mas o Estado falha. Falha em educação, segurança, saúde. As imagens dos hospitais são caóticas. As escolas se tornam palco de todo tipo de violência. Esse louco - o que não justifica a reação que teve - foi posto de cabeça para baixo tanto numa lata de lixo quanto numa latrina. E a segurança, via de regra, não existe.
Arrochar a lei serve para complicar a vida do cidadão comum, porque os "bondes", com gente armada de todo jeito, são comuns na cidade. Quem não tem medo de sair à noite? Entendo que é função do Estado garantir a segurança do cidadão comum e apurar os crimes - inclusive roubo de armas.
É a história da cadeirinha: se encontro um amigo na rua, com filho pequeno, não posso oferecer uma carona sob pena de punição séria. Mas a criança pode andar de taxi sem cadeirinha, em pé no ônibus, espremida no trem. Brilhante lei. A corda arrebenta do lado mais fraco. E a tv acha uma graça fazer matéria defendendo o "lobby" da cadeirinha. Mercado é mercado.
Quanto à polícia, defendo o uso de armas não letais, à base de choque elétrico. Muitas mortes podem ser evitadas. Em caso de combate, há que treinar melhor os policiais porque muito tiro é dado sem pontaria.
Por fim, seria bom que os consumidores de drogas, sustentáculos dos traficantes, fonte de renda para o pagamento das armas, deixassem o consumo de lado. Quem conseguirá isso? O bispo, papai noel ou a mula sem cabeça? É só escolher.
terça-feira, 12 de abril de 2011
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