quinta-feira, 28 de junho de 2012
São João, 2012
Sexta-feira, dia 22. O dia amanhece noite, chuva que chega pesada. A fogueira, já pronta, ganha uma camisa de lona preta - parece um totem por trás do galpão. A chuva passa. Vamos para a rua - é preciso fazer compras.
A chuva passa, o sol toma conta do dia, noite vem, fico até tarde, frente ao fogão de lenha - tucunduva - ajudando a preparar as carnes do feijão e assar os primeiros bolos.
E o sábado amanhece iluminado, a chuva foi embora, abro a capela, monto o som e o som caipira toma conta do espaço. Chegam Felipe com Débora, Giselle e Marcelo, mais Sofia. Chega Tarso com Maria Eduarda e a família vai chegando para o almoço. Charrete no ponto, cavalos selados, Uno rebelado como se reclamasse pela ausência do dono.
Seis horas, velas acesas, fogueira, de mais de 2 metros, espalha calor por todos os cantos. Chegam amigos, moradores da vizinhança. Irmãos, sobrinhos, primos, amigos e dois destaques: Maria Eduarda, de poucos meses e tia Vanda, com quase noventa anos, acompanhando Maurício e Vandinha. Idades extremas. Emoção. Já é noite, Felipe sai e vai buscar a tia em Bacaxá. Dionéia supera obstáculos e chega ao sítio, apesar das dificuldades.
Feijão para todos, aipim, batata doce, canjica.
Tem pinga, tem cerveja - esqueci o quentão - e a brincadeira rola até tarde, com salsichão, linguiça e frango assados na beira da fogueira. O pinhão é o toque do sul.
A festa só pára depois que Ian deixa o violão e Tarso abandona o pandeiro.
Leandro, incansável, nos ajuda a guardar o necessário, Felipe segue para Praia Seca com Giselle e vamos dormir cansados, com gosto de satisfação no peito.
O domingo - de novo começo na capela - já não é tão forte, mas tem feijão no almoço, verde da horta, pimenta.
O tempo continua firme e, no fim do dia, mais dois cães chegam ao sítio, presentes de Antonio e Isabella.
Quando o Gol deixa o sítio, Felipe na direção, a lua, em quarto crescente, divide com as estrelas a festa da noite.
Tudo certo: o coração bate feliz em homenagem a Santo Antônio, São João e São Pedro.
Não tem como negar, a vida caipira me deixa feliz.
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