Vida vivida. Sofrida vida, alegre vida de um caminhante sem tréguas. Por amor andei, por fé me movi, corri, sonhei poesia entre amores e de amor carreguei a vida.
Fugi de brigas, enfrentei brigas, colhi os frutos do que plantei. Nem todas as metas aconteceram, nem sempre o vento foi favorável, nem sempre o texto me alimentou.
Caminheiro. Apaixonado. Apaixonado pela flor no jardim, capaz de atravessar a rua olhando para o céu e levar a bronca do tio, que vinha em sentido contrário.
Hoje, as pernas cansadas, ainda planto esperança no caminho em que vou. Vou acompanhado, acompanhado - às vezes só - vou na rota do sentir a vida refeita a cada dia.
Que bom os filhos, que bela é a festa, a festa sem a morte, a festa pela festa, para que as pessoas se reencontrem, cantem, vibrem porque não quero perder a tradição das almas juntas, num feitio de oração para agradecer a existência de todos nós.
Gente, como é bom cada elogio, cada presença, cada beijo, cada abraço vindo da simples amizade, do carinho, do amor registrado em cada postagem desse Face.
Tem qualquer coisa errada no meu peito. Nasci urbano, cresci praiano, mas é no sertão que quero ver a lua iluminar a mata, quero ouvir, bem cedo, canários e sabiás.
Mas nesse peito torto ainda há espaço para fazer da saudade a certeza de que viver - perigoso viver - é uma questão de gostar do caminho, apesar das inevitáveis tristezas.
Os troféus não são poucos. Filhos, filha, netas, neto me cercam com alegria. Amigas, amigos andam sempre comigo. A riqueza de um homem é este baú de afetos, que gosto de exibir sem medo. Tem ainda o embornal da saudade, onde histórias se escondem e se mostram.
Ainda resta a fé, fé sem religião, fé que levo comigo, fé num mundo melhor - não sei como - fé num Deus de ternura que me conduz pelo mundo. Se o amor entornar do peito, mil perdões. Assim é o meu jeito simples, simples jeito de viver.
domingo, 18 de agosto de 2013
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