quinta-feira, 25 de julho de 2013

A poesia me acordou, apesar da chuva. Esqueci crianças da África, mortos da Síria, pessoas destroçadas pelas guerras, ou bombas de Israel. 
Quero a poesia. Invoco os mestres. Nara canta delicado.Vinícius. Tom. Dessa forma, o dia fica mais bonito e me lembro das amigas, queridas amigas que me incentivam a escrever esses textos sobre o cotidiano e não aparecem quando falo de política. 
Musas da poesia me dizem que o frio é aconchegante, que o vinho - bom vinho - me fala de canções, de amor, alegria.
A cada dia, é preciso achar o sorriso logo pela manhã. 
Surfo na ondas do Papa, que espalha simpatia por onde anda, prega a paz e convida representantes de outras religiões para participarem da missa em Aparecida. A informação teve pouco destaque, mas é a nota de novos tempos para a igreja. Ando longe da religião, mas não perco fé. E a crença é mais espírita que católica. 
Bom, sigo em busca de um café quente. Vou enfrentar a umidade da oficina com a esperança de que um dia, ao acordar, o mundo tenha desistido das guerras. Não custa sonhar.

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