Olho as fotos da página. Fogo da festa, água da lagoa. No caiaque, Felipe brinca com Sofia e Hanna. Neta e sobrinha-neta. As dua meninas adoram a lagoa, o sítio, a Praia Seca.
Esse é o lado gostoso da vida: o caiaque singrando água mansa, em dia de sol e água quente.
Hoje? Tenho que reconhecer que está frio. Não é o frio chileno que enfrenta Pablo, com 8 abaixo de zero. É um frio para nos fazer tirar agasalhos da gaveta. Estranho tempo. A queda de temperatura andava rara por aqui mas, este ano, o inverno mostra que existe, num dia cinza, chuvoso e frio.
Uma sopa quente, um caneco de vinho, um jogo na tv. E a vida segue mansa nesse final de lua cheia.
Mexo na oficina, colo madeiras - a umidade está por todo lado. Quebro a cabeça para remontar uma pequena mesa que desmontei faz tempo.
O quintal está limpo, preciso cuidar das plantas, não hoje, com essa chuva fina.
Já fui bom para enfrentar frio e não tinha medo de chuva. O tempo passou. Preciso de meias e sapato, preciso de agasalho, boina. Mas não fugi do chuveiro e não adianta praga: o chuveiro não queimou!
Gosto do frio, é verdade, mas nem tanto. E gosto do frio com céu azul, noite estrelada. Faz lembrar caminhada na serra, viagem para o sul. Voltam imagem de cachoeiras frias, árvores amarelas de flor enfeitando a mata.
Enfim, o calor dessa casa me aquece, me aquece o carinho que me rodeia e vou dormir tranquilo, já recuperado da alergia que me levou para a emergência no sábado.
É hora de dormir. Só posso sonhar com viagens no gelo. Chega de frio.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
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