segunda-feira, 22 de julho de 2013

Chega de guerras

O neto mais novo, Luan, completa dois anos. Ele mora longe, no Chile, mas a tecnologia me deixou conviver com ele na semana passada. A vida segue assim: no mesmo dia, aniversário da Claudia, com direito à fogueira e muita fartura.
Fica o abraço e um beijo para o Luan. Quem sabe, no futuro, ele possa ver essa postagem?
E vem o papa. E vem a guerra. Nada a favor de Sergio Cabral, mas será que não dá para adiar a guerra, pelo menos em homenagem ao papa?
Vamos lá. Corrupção não é novidade. Novidade são os meios de comunicação divulgando o que acontece, novidade são operações para apurar erros, novidade é o poder gritar contra o que está errado.
A bandeira é apolítica? Ledo engano. Na hora em que se pretende derrubar um dirigente, a atuação é política.
Evidente que há uma desilusão muito grande com os partidos. Isso porque as propostas ideológicas foram abandonadas e a política passou a ser uma geleia geral, onde os acordos superam as propostas ideológicas.
Mas, o que se deseja? Mudar os dirigentes? Uma revolução? Mortes? Será que o caos apontará o caminho? A questão da radicalização nas manifestações não passa de forma de atuação. A direita é especialista nisso. Uma ala militar Partiu para colocar uma bomba no Rio-Centro. A explosão deixou às claras a forma de agir da ditadura.
Será que é esse retrocesso que o País deseja???
Nas postagens, há uma confusão ideológica muito grande. A presidenta é acusada de ser fascista aqui e, logo ali, é apontada como comunista. Olha, não é preciso entender muito de comunicação para perceber a manipulação capaz de empulhar inocentes lotados de boa-vontade, porém com baixo espírito crítico para enxergar o que estão realmente apoiando.
A cara coberta dos manifestações é a ponta agressiva do descontentamento e, por contundente, é a que mais incomoda aos dirigentes. E assim se fazem as revoluções: bombas, mortes, grupos para-militares a consumir equipamentos bélicos, fabricados pelos países ditos "desenvolvidos". É isso que queremos? Um modelo sírio?
O papa está no Brasil. Além de líder católico, é chefe de outro país. O que interessa denegrir a imagem do País?
A minha proposta é simples: trégua. Ou será que o povo quer ver o sangue dos manifestantes manchando a batina do Papa?
Trégua. O mundo, no meu entender, não precisa de novas guerras.

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