Saudade da lagoa, braçada a braçada, para voltar salgado e feliz.
Amanhã, por que não? Vou encher os pneus da bicicleta. Se der uma volta, será bom demais!
Ganhei, de presente, uma fogueira. Chama clareia a noite, noite depois de um dia de churrasco e feijão à moda da D. Dil, que, como sempre, assume com carinho a direção da brincadeira.
Batata-doce, aipim, cerveja. Tomei meu gole com parcimônia. Faltou coragem para montar. O carinho dos amigos, da família - valeu a pena.
Madeira serrada, casa de cachorro pronta, bancada móvel planejada, pequena mesa a ser reestruturada. Carpinteiro, a mais nova profissão, que vai se aperfeiçoando com dicas da internet.
Ainda não consegui chegar às plantas, mas vou conseguir.
E tem fila de leitura: "Paris é uma festa", "Pedra do Reino", "filosofia". A cabeça não pára. Há que brincar com o tempo, encher espaços e fugir da depressão. Tudo que faço, agora, é lento. Viver é ter paciência e brigar para que a cabeça não se perca.
De resto, é visitar o irmão que se recupera lindamente, depois do infarto. A prática de Pilates recupera alguns movimentos que a artrose destrói sem dó.
De longe, vejo um País que se agita. O importante é não virar mais um quintal para os senhores da guerra. Já chega o Campo Novo, bem aqui perto, onde não posso mais passar, porque os traficantes não deixam. O carro da polícia vai lá sempre, o povo só imagina o porquê.
Melhor ficar com a saudade do mar de Praia Seca e contar com um dia de águas tranquilas, para poder chegar sem medo, de preferência, com a garantia dos filhos por perto. A tristeza acontece, concordo, mas não desisto de buscar motivos para ser feliz.
Vou lento. Mas continuo vivo. E ser feliz talvez seja consequência dessa forma de encarar a vida, colado com o sol, com o verde, com a água e com esse fogo de festa junina que me faz recuperar a gana de viver, seja lá como for.
Ainda tenho algumas loucuras para aprontar. Vamos ver o que consigo.

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