Valeu a pena viver
Eu assim mesmo, trocando tapa com a saudade.
Coração bagual, desarrumado, de amor sofrido, sem vergonha de amar.
Amar, amar perigoso, a vida foi passando, marcada de paixão,
água que corre do peito por aí.
E consequências. Consequências do amor inconsequente,
vivido com a coragem que é superar o medo,
vivido assim como canoa que corta a água em noite de lua,
lua cheia, proa voltada para o destino indecifrável.
Amor de olhar e ver o risco doce nos olhos de uma mulher,
risco, rolo de linha que vai se desmanchando num doce sorrir
Bagual porque mal comportado.
Até um dia. Mas o tempo castiga, solidifica
fantasmas que surgiram - uns vão embora, outros permanecem
escondidos no baú da fantasia.
Amor, amor marcado nesse caminhar na areia
amor revelado nas pequenas flores
na folhagem grossa da mata nativa
bem ali onde o coração se enternece com as lembranças
das vidas que passaram.
Vidas da gente, vidas dos outros.
Foi amor, foi pisar torto, foi acreditar no feitiço
que mora na pele de todas as mulheres
e foi tombo, foi dor, tristeza de rachar um doido.
Mas a paz se fez no olhar que me acompanha.
As amizades vieram, ficaram, partiram.
E vou seguindo estrada, assim louco, conversando com o tempo
sobre o que passou - o tempo não me fala de futuro.
Vieram filhos, vieram netos. Banhe-se tudo com poesia
e a vida é melodia que se toca no fundo da alma.
O roteiro é longo, foi entalhado em amor, em gostar de viver.
Se sonhei, se sofri, se errei - a verdade, só eu sei.
Cheguei, velho que sorri, até aqui.
É certo:
Valeu a pena viver.
Coração bagual, desarrumado, de amor sofrido, sem vergonha de amar.
Amar, amar perigoso, a vida foi passando, marcada de paixão,
água que corre do peito por aí.
E consequências. Consequências do amor inconsequente,
vivido com a coragem que é superar o medo,
vivido assim como canoa que corta a água em noite de lua,
lua cheia, proa voltada para o destino indecifrável.
Amor de olhar e ver o risco doce nos olhos de uma mulher,
risco, rolo de linha que vai se desmanchando num doce sorrir
Bagual porque mal comportado.
Até um dia. Mas o tempo castiga, solidifica
fantasmas que surgiram - uns vão embora, outros permanecem
escondidos no baú da fantasia.
Amor, amor marcado nesse caminhar na areia
amor revelado nas pequenas flores
na folhagem grossa da mata nativa
bem ali onde o coração se enternece com as lembranças
das vidas que passaram.
Vidas da gente, vidas dos outros.
Foi amor, foi pisar torto, foi acreditar no feitiço
que mora na pele de todas as mulheres
e foi tombo, foi dor, tristeza de rachar um doido.
Mas a paz se fez no olhar que me acompanha.
As amizades vieram, ficaram, partiram.
E vou seguindo estrada, assim louco, conversando com o tempo
sobre o que passou - o tempo não me fala de futuro.
Vieram filhos, vieram netos. Banhe-se tudo com poesia
e a vida é melodia que se toca no fundo da alma.
O roteiro é longo, foi entalhado em amor, em gostar de viver.
Se sonhei, se sofri, se errei - a verdade, só eu sei.
Cheguei, velho que sorri, até aqui.
É certo:
Valeu a pena viver.

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