O celular toca. Estou dirigindo Dil atende:
- Me ajuda!!!
Ela desliga, já sabe que é confusão. Paro o carro. Outra ligação - dois a três minutos depois. É o filho, querendo saber como estávamos, porque recebera ligação de casa.
Ao mesmo tempo em que ligaram para o celular, ligaram para o telefone fixo, informando que eu e minha mulher estávamos acidentados; conversa sem pé nem cabeça. Bem instruída, Rose consegue perceber a falha e acaba xingada pelo telefone.
- Se não me der o dinheiro, vou matá ele!!!
Ela simplesmente desligou o telefone e, logo a seguir, liga para Felipe. Momento seguinte, chegamos em casa. Rose estava em pânico ainda, mas segura do que tinha feito.
Pago pelo concerto do ar condicionado da Quantum. Dias depois, descubro que fui enganado.
A garantia do carro novo garante, mas tem "n" restrições. Defeito no farol. Defeito na direção hidráulica. e, pior: o som que me venderam custa a metade nas lojas de som. A sensação é de ter sido roubado pela fina flor da elite comercial.
No mercado, a linguiça está misturada com outra de marca mais barata.
O quilo tem 900 gramas. O preço da prateleira não é o preço cobrado. O frango, se congelado, vem lotado de gelo.
Compre uma peça de puro algodão: é quase certo que tenha fios sintéticos.
O carro da fiscalização fica parado ali na Estrada Caetano Monteiro, garantindo que nenhuma linha de vã passará por ali. O direito da empresa de ônibus está garantido, certo, mas o passageiro é considerado mercadoria privativa: ninguém controla o horário dos ônibus; o ponto final fica cheio de veículos e a ideia é de os veículos andem lotados - não importa de o passageiro fica mofando no ponto. Não há alternativa, a fiscalização impede a circulação de veículos alternativos mas ninguém fiscaliza a frequência dos ônibus.
Se não há corpo, teoricamente, não há crime. E a bandidagem se especializa em sumir com as provas. Bom, quando a mídia está acompanhando, a polícia ainda tenta agir. Porém se o crime não é notícia, a burocracia investigativa se arrasta até que as provas desapareçam. Quando a Justiça é criticada pela morosidade, os senhores importantes dizem que estão tomando providencias.
E a impunidade infla o ânimo dos que adotam a delinquência.
Como era mesmo o sonho de um País melhor, de uma sociedade mais justa?
Tempos de medo. Como diz o poeta, para o bonde que eu quero descer!
Só que o bonde não para e esse tempo de medo continua a nos sufocar cotidianamente.
Só resta esperar que o dia amanheça e que o nome da gente não seja a bola da vez.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
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