segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um poema


Poemas acontecem. São instantes registrados sob uma ótica de emoção. E ficam perdidos entre arquivos, seja em papel, seja em computador.

Nesta manhã de sol, quando a natureza parece nos dar uma trégua, vai o registro deste texto, que estava esquecido num arquivo eletrônico.



Amor infinto

Rasgar na noite

o tempo com um grito

Garras para romper o pano da tristeza

Chorar, rir, gritar

cantar desafinado

para assustar a lua cheia

fazer sorrir as estrelas

e sentir no peito

vontade de beber,

de te levantar , como um bárbaro

e bárbaro seguir teu corpo

por todos os caminhos

num amor sem limites.

Caminhar na noite

liberto de dor, de saudades eternas

liberto do próprio passo

deslizando por todos os bares

iluminado pela voz

de tanta gente perdida.

Na madrugada, deitado a teu lado,

olhar o céu

que perde estrelas

e se desmancha em azul

marcado por um sol vermelho.

Abrir o peito

para mais um grito

onde a dor da liberdade

espante todo o ódio do mundo.

Depois

fechar os olhos

e sonhar como quem navega

morto – vivo

por todas as constelações do universo

orientado pela vontade

de infinitamente te amar.

06/06/2009

Um comentário:

Unknown disse...

Queria eu abdar liberta da dor das saudadades eternas e do meu proprio passo.Gostei muito da sua definiçao de poema. Esta e a primeira vez que vi uma. AFreitas