O sobrinho se acidenta. A namorada falece na mesma queda. Ela sobrevive com lesão na coluna e fraturas nos tornozelos. Emergência: foi atendido e internado no Hospital Miguel Couto, no Rio. Quem procura saber, descobre que o hospital é referência em ortopedia.
Quem vai fazer uma visita, descobre falta de estrutura, desorganização, falta de material hospitalar, falta de pessoal para atender aos doentes.
Quem precisar fazer alguma necessidade à noite, está perdido.
A única saída são as cadeiras para acompanhantes, onde é possível passar a noite ao lado do doente, diminuindo um pouco o sofrimento de quem não tem condições de sair da cama.
Por que é sempre assim? Escolas desmontadas, presídios super-lotados, Hospitais onde a higiene, o cuidado com os doentes passam longe. Até o famoso patinho é de uso comum.
Quem não tem plano de saúde - ou quem se acidenta na rua - tem que enfrentar condições semelhantes a de presídios lotados: não há conforto nem pessoal para cuidar dos doentes.
Pelo menos, os médicos fazem sua parte. E a infecção hospitalar certamente fará o resto.
Acho que somos um povo vacinado contra maus-tratos.
E ainda há políticos dizendo que a saúde está uma beleza... Uma solução seria dar aos políticos a beleza dos hospitais públicos, das escolas - vamos deixar os presídios de lado - e transferir para uso do povo as boas condições das casas legislativas.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
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