Acordei preocupado: assinei uma campanha em favor do direito dos animais.
Mas, que direitos? Vão acabar com meu churrasco? Ou será que vão proibir as senhoras da sociedade de maltratar seus animais, pendurando neles tudo que é tipo de enfeite?
Será que não poderemos mais montar a cavalo?
E se o cão violento do vizinho vier a morder uma pessoa na rua, não posso mais enfrentá-lo de cipó na mão?
Há uma proposta radical vegetariana que propõe que não se use nem se coma nada de origem animal. Adeus seda. Bom, sobram o algodão, as fibras sintéticas vindas do petróleo.Eca, fibra sintética é terrível.
Vamos ver: nada de cinto de couro, nem ovos fritos, nem queijo.
Fica a pergunta: o que o mundo fará com os rebanhos existentes? Quem irá criar galinhas, porcos, bovinos, caprinos e outros?
Mas vamos voltar à proteção aos animais. Existe uma Ong no Rio Grande do Sul que luta contra o chicote, usado por carroceiros. Justo. O castigo excessivo precisa mesmo ser combatido. Mas o Código Penal está aí. Lei existe, basta cumpri-la.
Falam muito do rodeio - e mal - porque os pobres " boizinhos" seriam maltratados. Perigo, ali, quem corre é o peão. Aqueles touros são tratados a pão-de-ló e nada mais fazem do que pular 30 segundos. Sedém? A corda é apenas ajustada. Se for muita apertada, não há animal que pule.
Não ligo pra rodeio porque acho monótono. Fica cansado. Daí a achar que estão maltratando o pobre boizinho, é coisa de urbano que nem sabe o que é touro, nem o que é corda, nem tem ideia de como a coisa funciona.
Agora, a culpa de tudo é da própria natureza. Aperte um touro holandês e ele não vai pular. Mas os mestiços zebuínos pulam e, se puderem, pisam o peão.
Não tem peixe e briga? Se juntar dois, um morre. E os franguinhos da ninhada de galos de briga arrebentam a cabeça uns dos outros, de tanto brigarem.
Está certo, almas piedosas, o homem se vale disso para se divertir. Não sei se é o social e politicamente correto, mas como não tenho pretensões a ser padrão de correção, acho exagero urbano a história de achar que todo animal é bonzinho.
Parece que a gente lá do mato só serve mesmo para produzir comida. E, assim mesmo, os urbanos acreditam que comida vem do supermercado: eu vi, na minha casa, uma menina de 15 anos dizer que não gostava de leite de vaca, mas sim de leite de caixinha.
A mesma menina disse que não queria ovos de galinha de quintal, mas sim de caixinha, "porque receberiam tratamento" .
Para finalizar, uma história de pombos. Eu era menino, o pai fez um pombal numa mangueira. Um dia, um filhote, quase pronto para voar, caiu do ninho de cima no apartamento inferior. Os donos do ninho arrebentaram a cabeça do pobre, que acabou morrendo. Bela pomba branca da paz ....
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário