Dia da mulher
Dia da mulher? Internacional? Está certo, respeito, comemoro, mas questiono: mulher tem seu dia todo dia, todo dia de trabalho, de luta para manter a espécie viva.
Mulher. Para mim, é o grande mistério. Quanto mais informação, menos entendo, mais quero informação. E a vida passou assim, entre pesquisas, erros, acertos, dúvidas, muitas dúvidas.
Mulher, teu significado é paixão. E a paixão chegou cedo, pela menina de laço no cabelo, ainda no primário. Depois, a indecisão - como começar um namoro? Menino sofre.
Os namoros vieram. Vieram as mulheres, o gosto pelo carinho, o prazer de tocar e amar. Ai, como é bom um sorriso, um olhar direto, olho perdido no olho, quando o mundo em volta parece não mais existir.
Mulher. Pele contra pele, a essência pesquisada e buscada em cada contato, cada corpo, cada alegria. E a lágrima? Por que acontece? É preciso procurar saber - entender, nunca. Basta admirar, amar, gostar.
Diz o cartaz: não vim da sua costela. Você veio do meu útero. Verdade! E é assim que existimos, humanamente imperfeitos, seres resultantes de atos de amor ou não, mas sempre do gosto, do prazer. As aberrações não cabem aqui.
Mulher, mãe, amiga, irmã, prima, colega, companheira. E sempre foram muitas amigas, amigas de fé. Amores acontecem, é certo, acontecem surtos de admiração um tanto inexplicáveis. Por que esse olhar e não aquele, por que esse sorriso e não outro, porque esse conjunto e não o padrão midiático?
Inexplicável. Há um prazer nas mãos que se tocam. Há um gosto em cada abraço, em cada carinho. E mais: há beleza em cada mulher - mesmo nestas que não se julgam belas, mas escondem o charme em seus corpos, em suas formas de vida.
Falar da minha mãe, não vale. Ela foi uma guerreira, ex-aluna do Pedro II, estudante de colégio de irmãs no Piauí, candidata ao curso de Medicina. E, por paixão, larga tudo. Casa-se, cria nove filhos e se desespera com o que foi muito cedo.
No meu peito, respeito. Respeito infinito pelas mulheres. Respeito e curiosidade. Curiosidade e interação, para ver como sai fagulha no atrito da pele conta pele. É um sentimento misto, uma alegria quando um sorriso sinaliza para um carinho mais ousado. Tantas vezes foi assim.
Hoje, no curso do 70 anos, casado faz tempo, deixo para a companheira todo o amor possível, apesar das dificuldades. E, mesmo nessa idade, uma união só se justifica com carinho, amor, bem querer.
Mas - já dizia seu Arthur - como cachorro comedor de ovelhas só matando, me confesso um cachorro atado à guia, porém capaz de enviar o meu respeito, o meu carinho, a minha admiração para todas as mulheres do mundo.
E que seja de alegria o seu dia - o dia das mulheres. Para Silvinha, abraços dobrados também pelo aniversário.
Sério: sem mulher, não existe vida.
quinta-feira, 7 de março de 2013
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