sexta-feira, 17 de maio de 2013
Daqui e dali
E o tempo me pegou! Planejei praia - Felipe iria conosco - num mar de azul para verde, praia que minha irmã mostra como quintal da casa dela, quintal que é nosso também.
Nem tudo é perfeito: vem frente fria, chuva e programa desfeito. Fiquei assim com cara de quem toma um tombo, sem saber a causa, alguém que tome remédio amargo.
Giselle bem que queria aproveitar a praia, mas não deu.
Bom, de qualquer forma, sigo amanhã. A lagoa me espera e quero ver se consigo - não, deixa para lá: se eu coloco o caiaque em cima do carro, posso ter problemas e vai sobrar par a Dil.
Do outro lado, capim plantado, chuva, obrigado, chuva! Lá vai o brotinho do capim que tem pouco tempo para crescer, porque os dias já estão mais curtos e a chuva tende a diminuir. Nessa altura, o lago voltou a encher e a festa dos patos - não sei que tanto eles devoraram na tona d'água - prossegue entre mergulhos e bater de asas. Os vôos cessaram: asas cortadas porque tinha pato voando para não voltar.
O Comanche, o novo cavalo pampa - ou será Kaicangue? - já puxa carroça e facilita a vida da Guerreira, égua que é o xodó das crianças.
Vou sentar no degraus da capela da olhar o lago, vela acesa para São Longuinho, porque, rezando para ele, Amélia achou meu óculos - perdidos por uma semana - sob o banco do carro, lugar onde muito gente havia procurado! Três pulinhos agradecidos!
Sentado ali, não há como não pensar em aproveitar aqueles bambus. São enormes. Por outro lado, plantados ali, formam a paisagem junto com o enorme pé de jamelão.
Nem tudo é exato como a gente quer, mas sempre há um motivo para agradecer a lua, o sol, a chuva, o abraço amigo, a palavra de incentivo, o abraço, ainda que pela infovia, a saudade que se faz forte dos que partiram.
Na capela, nada demais: vou pedir força a São João para a próxima fogueira, marcada para dia 22 de junho, um sábado, com direito a feijão, quentão, aipim cozido, bolo de fubá da Denise, canjica, batata-doce, melado, milho e alguma coisa mais.
Já dizia o velho Mao, lá na China, que quando um homem cansa, ainda corre mais 10 km. É. Estou cansado, tem coisa demais para fazer - acabo fazendo menor do que quero - mas, enquanto eu puder e Deus deixar, vou fazer a festa porque roça, sem festa, sem cavalo, sem amigos, sem churrasco, não dá certo.
E apesar das dificuldades, como é bom ver crianças montadas a cavalo, gente andando de charrete, netas dando milho a patos e galinhas; do outro lado, como é bom sentir o caiaque rolando na lagoa, o braço cortando água, água grossa de sal.
Não sei - nem me preocupo - quanto tempo vai durar mas encaro a vida como uma festa, festa que só termina um dia, quando o sol raiar. Por enquanto, quero mais é que o som sertanejo me faça dançar, dançar sozinho, apoiado nas muletas, com a Claudinha por perto. É na música, na alegria que a gente fica mais leve, mais perto de Deus. Prepara a alegria, gente, que o São João vem aí!!
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