quarta-feira, 1 de maio de 2013


Um belo casamento
Cada pessoa tem seu jeito de conduzir a vida. Desde que não nos ofenda, resta respeitar. Assim é. E, com regras próprias, Olivar criou duas filhas, belas filhas, queridas sobrinhas: Lucas e Érika se casaram há algum tenpo;  Ian e Érika se casaram ontem. Lucas e Ian são sobrinhos queridos, filhos de Antonio, o irmão professor de educação física.
Sobrinhas - pode considerar suas filhas, eu deixo, me disse o pai. Como tenho imenso carinho pelas duas, fiquei assim emocionado, sem saber direito o que dizer.
Ah, disse ele, você  é o tio caiaque! Leio o que você escreve!
Érika chega para fazer dupla com Viviane, esposa de Lucas. As duas são bonitas, de uma beleza para fazer inveja à capa de revista.
Um dia, um dia triste, Viviane chega junto de mim: tio, o que posso fazer para ajudar? Eu, perdido num Hospital de Araruama, apoiado em Tarso - sobrinho que ajudou na primeira hora, na hora em que foi duro descobrir meu pai num saco preto - a forma como o corpo dele foi entregue pelo Hospital - fiquei surpreso com a ternura como fui tratado por aquela moça bonita, que eu pouco conhecia.
Desculpem, estou misturando tristeza com alegria, mas é verdade. E Vivi, com aquele jeito bonito de menina da zona sul, se revelou sempre uma pessoa de trato afável, uma menina simples, capaz de participar conosco das festas, do churrasco no sítio, dos momentos em que a família se reúne e mais parece uma festa viking.
Ontem, ontem foi só festa, num lugar bonito em Jacarepaguá. O casamento teve música, gente bonita, um pastor inspirado numa cerimônia pouco ortodoxa, com direito a duas belas declarações de amor. Depois teve dança, alegria, primos reunidos numa prosa sem fim. Quando prestei atenção, a madrugada começava e era hora de atravessar a baía de volta pra casa.
Comida gostosa, bebida farta e Felipe, seguro no que faz, restrito aos sucos para poder dirigir na volta. Se houvesse lei seca, ele queria passar sem problemas. No final, levou um susto porque pensou que o bom-bom poderia conter licor. Não continha. Também, não havia o balão da lei seca.
Jacarepaguá foi minha roça, quando eu era menino. Não conheço mais o bairro, cheio de apartamentos, mão e contra-mão.
Olivar estava muito emocionado. Viúvo, terminou de criar as filhas sem o apoio da esposa. A festa do casamento da filha foi muito linda. Merecidamente bonita.
Abraçar Ian e Érika mexeu fundo com meu coração, coração que pula, emoção que revolve com o melhor que há dentro da alma.
Antonio, o pai do noivo, estava assim um tanto reservado, sem saber o que fazer com a emoção inevitável.
Tio Caiaque. Gostei! E fica renovado o convite a Olivar: venha para a lagoa, vamos andar de caiaque!
 Crianças alegres, Felipe com Giselle e Marcelo com Débora fecharam o grupo da família do Tião, sem esquecer Sofia, que brincou muito, junto com Carol. Amélia, com Steeve, veio de Praia Seca e estava radiante, como muito tempo eu não a via assim. A meu lado, Dil, de longo, para meu agrado. E a sobrinha Cláudia, feliz com  festa.
Para terminar, Tom, que sabe de fisioterapia: Tio, se livra dessas muletas, faz a cirurgia! Tem gente que fez e joga tênis! Ainda mais você, que não fica parado.
Não sei. Prefiro células tronco, mas ...
Durante a cerimônia, fiquei feliz olhando o céu e lembrando como o velho José Alvaro estaria feliz ali, no casamento do neto e vendo tanta gente bonita. Certamente ele não perderia de vista as pernas bonitas que andaram por lá.
Da mesma forma, estaria abençoando a união do casal, participando dessa corrente para que o amor os faça muito, muito felizes. São os meus votos.

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