Dia das mães
É tarde, eu sei. Cheguei há pouco. Dia agitado. Engarrafamento, essas coisas. No peito, a lembrança do curso primário: rosa vermelha para as mães e os que já não têm, rosa branca. Ficava com pena do meu colega, que levava rosa branca.
Tempo passa, minha mãe é só saudade. Rosa branca.
A saraivada de lembranças passa por pescaria nas madrugadas da lha, lições de gramática, francês, poesia. Com ela aprendi a fazer compras, um pouco de cozinha, o respeito pelo próximo.
Minha mãe - mãe de nove irmãos. Mãe em lágrimas quando um de nós - estudante do Pedro II - foi embora. Nem sempre fui filho cordato. Nem sempre. Mas o som e piano, em noite de natal, está indelevelmente gravado no arsenal e boas lembranças.
Por muitas mães estou cercado. A todas admiro: mães amigas, leoas em defesa dos filhos. Mães carinhosas, mães apreensivas, mães sempre prontas a orientar e proteger os filhos.
A segunda-feira começa, porém ainda é tempo de deixar um grande abraço para todas as mães.
Deixo abraço especial para as mães dos meus filhos - em especial para a companheira que segue comigo nesta caminhada.
Se fosse possível, gostaria de notícias do outro lado, para dizer à minha de todo o carinho que não disse.
Enfim, fica o registro da admiração pela força das mulheres, mulheres que carregam dentro de si a beleza do sentimento revelado na maternidade.
Mulheres, mães queridas, fica registrado o meu carinho, a minha admiração e a certeza de que, lá longe, posso contar com o carinho da minha mãe.
A beleza das rosas diz muito bem do respeito que as mulheres merecem. Como não tenho rosas, fica o texto. E, de novo, um grande abraço.


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