segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Criança

Dois meninos mortos pelos pais. Antes, fugiram. Pediram para não serem devolvidos aos pais. Fizeram isso mais de uma vez. Os gênios do Conselho Tutelar decidiram que nãp havia perigo : a família era a melhor opção. Deu no que deu.
A tortura levou três homens a confessarem um crime que não cometeram. Ficaram presos por dois anos e mais tempo ficariam se o verdadeiro criminoso não fosse descoberto. A pergunta é inevitável: quanto são condenados de forma incorreta?
Uma vez, um condenado, que de santo não tinha nada, me disse o seguinte: fui condenado por crime que não cometi. Eu estava por perto, mas não participei. Mas não tem problema: fica por outros que cometi... Triste cega que, enganada, erra e acerta.

Por falar em tortura, as emissoras de tv não convencinais têm mostrado depoimentos contundentes sobre o período da ditadura.
E pude ver Guta, ex-aluna da FND, relatar as torturas que sofreu.
Revi Vladimir, Daniel Aarão Reis e tantas outros mais. E fico pensando como Genoíno acabou se envolvendo com mensalão.
E fico pensando que este estado torturador continua escondido nos porões da burocracia, capaz de espancar e mantar, por seus diferentes braços.
Mas o grandes estão mesmo preocupados em armar palanque no Congresso para o banqueiro se defender, criar normas para que os de colarinho branco não usem algemas e entram em pânico com possíveis grampos.
O que andam conversando? Por que tanto temor?
Será que a alardeada "competência" dos advogados dos ricos está relacionado com... vamos dizer ..."custas extreas"?
Domingo, no Globo, Ancelmo enfileirou os degraus que vão caindo os que ousaram tentar prender Daniel Dantas: eles passam por verdadeiro inferno astral.
A elite se protege.

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