sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Terra nossa de todo dia

Que tipo de sociedade nós queremos? Não penso em futuro, mas hoje. E fico me perguntando onde a trama se rompeu, para não se faça a urdidura.
Éramos combatentes em potencial. Possíveis soldados. No Colégio, nem tudo eram flores, havia conflitos, mas não se tinha notícia de tanto desrespeito, tanta loucura quanto acontece hoje.
Crianças enfrentam professores, meninos vão armados para a escola, grupos de formam em verdadeiras quadrilhas, com capacidade e facilidade para matar.
No trânsito, note-se a presença de dois esteriótipos muito comuns: o lento, que procura respeitar as leis de trânsito e dono do pedaço, que costura, abusa da velocidade e, não raro, provoca acidentes inexplicáveis.
Enfrentá-lo pode significar uma agressão.
No miolo, o povo todo, que reduz a velocidade no radar, mas sabe que se todos andarem a 60 km na Amaral Peixoto, o engarrafamento será inevitável.
O Estado? Vá ver o festival de placas na Alameda São Boa Ventura, em Niterói: o radar marca 60 km, mas logo a seguir existem placas limitando a velocidade a 40 km.
Em Maria Paula, fizeram um meio viaduto, com acesso pela esquerda. Resultado:é um risco acessar um pista pela faixa de alta, com carros descendo a ladeira a mais de 100 km por hora.
Cadeias lotadas. Arrastões pelas ruas. Medo nos olhos das pessoas. Trabalho mal remunerado. Entrar num bar, no Rio, é pedir por favor e ser mal atendido.
Agora, todo mundo vê televisão, tem celular e uma preocupação muito grande com a grife da roupa, o tênis da moda.
Um velho na porta do ônibus? Passe por cima dele. Uma criança? Esmague. É o que se vê pelas ruas. Grandes empresas instituem o quilo de 900 gramas. Reduzem o tamanho do papel higiênico e a quantidade contida nas embalagens.
E no mundo? se faltar comida, devem servir foguetes com capacidade para destruir a Terra algumas vezes.
Só nos resta mesmo ter esperança no senhor do Infinito.
Se ele esfregar um olho, essa tal de Terra explode.

Nenhum comentário: