sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sem desistir

Acupuntura. Mais uma tentativa que parece vai dando certo. A coluna já não dói tanto e está mais fácil caminhar.
Vim quebrando lentamente. Aos 65 anos, a hipertrofia cardiaca, as pedras no rim e o caos da coluna me dificultam a vida.
Mas não desisto.
O sítio é prova disso. E ainda escrevo, continuo lendo e, mais que tudo, continuo amando minha mullher. Envelhecemos juntos, a chama não é a mesma mas o carinho prossegue ilustrando os pequenos momentos da vida.
Às vezes, parece que a morte já esteve mais perto. Se tenho medo? Evidente. Mas esse medo não me impede de viver, de gostar de mar, de água fria, de cachoeira.
A orquídea floriu no fundo do quintal. É um espetáculo para os olhos. A samambaia chorona desce folhas até onde pode, numa cortina que cobra parte da área sob a casa.
Cuido das plantas. Dos bichos.
E a vida parece que retribui, me garantindo energia. Vou sem desistir. Gostar da vida é sempre muito bom.

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