A criança
lá dentro do peito
ainda vive.
Caçado pelo tempo
o menino se remexe
enfrenta a dor
mas aprecia
vento
mar
verde;
vergo, não quebro
dói, mas volto
e na volta
te amo
curto os amigos
e prossigo
Se a trilha acabar,
paciência.
a vida valeu
vale ainda
enquanto o vento eriça o bambuzal
e o menino
se iguala ao sorriso da neta
em meio ao verde do sítio.
Há um buraco no peito.
Mas o prazer de viver
supera a dor
o medo,
a desesperança.
E, agarrado à beleza do luar
agradeço a vida
que ainda corre em meus braços.
domingo, 7 de setembro de 2008
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