Choque de qualidade
Uma criança fica, no dia de Natal, esperando atendimento durante oito horas. O Globo publica, no domingo, que havia ambulâncias à disposição e que não foram solicitadas. Ou seja, não há provas do pedido de ajuda. De que é a culpa? Do médico que faltou ao trabalho??? Que é isso! O esquema de socorro de uma vida tem que prever a ausência de um profissional, que pode sofrer um acidente, pode quebrar a perna, e por aí vai. Há uma inércia, um deixa pra lá para ver como é que fica - empresas de terceirizados agindo na saúde e os concursados com salários irrisórios.
É preciso um choque de qualidade na administração pública. E rápido. Saúde, educação, segurança pública. Quem conhece um presídio sabe bem que o discurso arrumado de recuperação, é balela. Ali, ninguém se recupera. Ao contrário, tem que se transformar num bicho para sobreviver.
Conheço um professor que queria ser candidato a diretor de escola. Tinha ideias. Podemos fazer isso e aquilo - dizia ele. Resultado: foi rejeitado porque estava inventando trabalho. Ou seja, há lutadores na educação e gente que se contenta com o salário no final do mês.
O Estado do Rio paga aos concursados da Polícia Civil um salário perto do mínimo. O montante aumenta com pendurucalhos. Mas quando esse profissional se acidenta, o que acontece? Fica praticamente sem receber.
A extensão rural, no RJ, fica sem gasolina para os carros.
E os serviços: foi difícil fazer com que a empresa de telefonia - Oi - corrigisse defeito em sua linha de transmissão. Penoso. Protocolos, reclamações, técnicos pouco técnicos. Até que deu certo.
A Ampla nos deixa sem luz por um minuto: reclamar com quem? Uma fase caiu na casa em Praia Seca. Foi uma geladeira perdida - comida enterrada como solução. Semana passada, foi preciso fugir de lá porque o neutro entrou em curto. E me ligaram, perguntando se a energia havia voltado. Pensei que era a equipe, agindo na rua. Não, era um trabalho de relações públicas. Voltei a ligar e perguntei a eles se estavam agindo por espiritismo.
Não, não é só no serviço público e concessionárias. Comprei ar condicionado Consul, com direito a escolher temperatura, etc, etc. Top de linha. Um dos aparelhos está na autorizada há 4 meses. (Comprei faz um ano). O outro, gela quando quer, esquenta se prefere - é inteligente - burro sou eu, que comprei os aparelhos.
A solução é um choque geral de qualidade - se cada um desempenhar sua função um pouco melhor, quem sabe a vida não melhora? De resto, vai ficando a impressão que estamos vivendo na sucursal do inferno.. ou na sede???

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