quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Acontece
Acontecendo? Pouca coisa. Rio, uma ida ao cinema para ver Lincoln. Perdi o Gonzagão.
Acontecendo? Calor, calor que causa preguiça, corpo engraxado de suor e, novamente, preguiça. Na rua, parece que o ar queima os pulmões.
Amanhã, sexta, tem viagem, tem lagoa, tem a esperança de um dia movimentado.
Para divertir, o Face. Só que não consigo quase conversar com as pessoas: tudo é impessoal. Auto-ajuda. Um pouco de política. Mas fica difícil achar um jeito de brincar com as pessoas. Tudo é sério, outras vezes, pesado além da conta.
Até mesmo quando escrevo, parece que amigas do coração nem tomam conhecimento. Bem, também fico tempos sem ver postagem de pessoas que gosto e aparecem postagens de pessoas com as quais tenho pouca identificação.
De volta ao filme, valeu a pena. E atravessar para o Rio pode ser o indicativo de que a vida deve mudar. As limitações físicas dificultam a gerência do sítio e transformam em dor as viagens constantes. É certo que os exercícios de Pilates vão me ajudando a viver. Mas também é certo que enfrentar estrada já não é tão fácil, apesar do ar condicionado do carro.
Quem sabe, peço demissão da vida selvagem e assumo o fato de ser carioca, nascido bem ali, junto ao Largo do Machado. Há uma dúvida muito grande quanto à forma de viver. O gosto da roça, da praia não vão morrer, mas há outros prazeres que podem ser acionados.
Perdi a agilidade, perdi muito da força física. Por enquanto, ainda consigo ler, escrever e, dentro d'água, posso dançar à vontade.
Então me dizem: equilíbrio. Palavra difícil para quem se deixa apaixonar, para quem se sabe emotivo - capaz de rir, chorar, brincar apesar dos 69 anos.
Ainda estou me devendo alguns textos, trabalho de dia comum para organizar os livros - originais encalhados, como barcos em estaleiro abandonado. E a oficina - o velho porão - também anda precisando da minha presença. Ali, enquanto a cabeça trabalha, as mãos brincam com madeira ou massa, para criação de peças artesanais. Dois brinquedos novos, uma serra e uma lixadeira, são o incentivo para voltar às atividades.
De resto, sr. Face, o que acontece é uma médica a matar pacientes - nada demais, isso acontece sempre pela falta de recursos nos hospitais de emergência - revolta em presídios, atiradores, terroristas. Nada que os jornais não registrem, nada além da corrupção dos velhos caciques da política. É muita roubalheira.
E eu, aqui, preocupado com o calor. É preciso relembrar os gauleses, Asterix e Obelix, para quem o medo era que o céu desabasse sobre as cabeças humanas. Acho que Deus, irritado, resolveu esquentar o ar, ampliar oceanos e jogar pedra sobre os humanos. Os cacos de asteroides estão aí para comprovar. E haja calor.
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